sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A regra dos 4%.

Olá colegas investidores!

Hoje o Ipê-amarelo vai comentar sobre uma regrinha muito prática para auxiliar o gerenciamento dos portfólios dos investidores que desejam não só alcançar a independência financeira, mas que ela dure ao menos tanto quanto durar o poupador!

Essa regra se chama "A regra dos 4%.", o Ipê Investidor a conheceu no livro "O Mapa da Fortuna - as 10 rotas para enriquecer" da autoria de Ken Fisher (sim, ele é filho do Philip Fisher). Desde já recomendo o livro aos os leitores do blog e deixo aqui uma bela frase   disparada pelo autor já no prefácio do livro: 

"Sinta-se à vontade para discordar, mas não vejo muito mérito na pobreza." 

A regra dos 4% encontra-se justamente no capítulo que fala da décima rota, descrita pelo autor como a rota mais usada. A décima rota consiste em poupar dinheiro e investir de forma consistente durante a vida inteira a fim de alcançar a Independência Financeira.
Bom vamos aos fatos, o que são esses benditos 4%???

Segundo o autor, 4% é o percentual do seu patrimônio líquido que o investidor poderia sacar anualmente e garantir ao mesmo tempo que este patrimônio dure ao menos tanto quanto o investidor, admitindo que o portfólio obtenha ao menos um retorno médio próximo ao retorno médio esperado do mercado.
O interessante desta regrinha é que ela se torna um jeito simples de calcular o fluxo de caixa passível de se obter do portfólio quando chegar o momento de começar as retiradas, tudo isso projetando uma expectativa de vida de 85 anos.

Exemplo:

Valor do Patr. Liq. = $1.000 

4% = $40

40 / 12 = $3,33

Os $3,33 é o valor mensal passível de se retirar de um patrimônio de $1000.

É interessante também pensar na regra de forma reversa.

Exemplo:

Quero ter uma renda mensal de $10.000 na aposentadoria, quanto preciso juntar de patrimônio para isso?

Renda = 10.000 x 12 = 120.000

4% = 120.000

Fazendo uma regra de três simples temos: patrimônio = (120.000*100)/4, então:

Patrimônio = $3.000.000

P.S.: Esse valor não considera a variável tempo, e lembremos que esta variável é importantíssima no cálculo financeiro. Mas como eu disse, a regra é SIMPLES! 

A regra é simples, porém não é simplória. Ela foi demonstrada através de simulações de Monte Carlo, que indicaram ser essa a porcentagem de retirada anual máxima do patrimônio, para que o patrimônio não diminua quando se considera um investimento de longo prazo e um portfólio que obtenha um rendimento histórico parecido com o rendimento do mercado.

É isso aí, good vibrations!!!




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Compra do Mês.

Olá colegas Investidores!

Mês passado o Ipê-amarelo Fund não efetuou nenhuma compra, como eu tinha relatado um tempo atrás o Ipê pretende aumentar paulatinamente o número de empresas investidas, no intuito de diminuir a volatilidade da carteira. Sempre dando prioridade pros fundamentos do negócio.
Como sobrou um dinheiro parado na conta da corretora, o Ipê-amarelo Fund® investiu algum capital na empresa Valid, comprando as ações com um preço médio de R$ 39,78 aproveitando as últimas quedas da cotação da empresa.


Essa empresa já estava no radar do Ipê há algum tempo, acredito que ela tem apresentado bons números desde que estreou na Bovespa. O modelo de negócios da empresa parece ser bastante resiliente, nota pro lucrativo segmento de Sistemas de Identificação (carteiras de identidade, habilitação, selos para documentos notariais) que apesar de ser um monopólio do "nem um pouco confiável" estado brasileiro, quando a licitação do serviço é garantida pela empresa, as características do monopólio beneficiam a empresa prestadora do serviço.
No último ano a empresa tem investido em certificação digital um mercado que recentemente experimentou uma expansão de até 3 dígitos e que tem um uso potencial em uma ampla gama de setores privados e públicos ja é uma prática consolidada em função da redução enorme de custos e da aceitação legal desse tipo de documento. Hoje um documento certificado com assinatura digital vale tanto quanto um documento em papel assinado.
Este novo investimento ainda não deu retorno então ficaremos atentos ao custo e a previsão de maturação desse investimento pela empresa (sem enrolation hein!!).
Como o aporte de janeiro foi turbinado pelo décimo terceiro, a aquisição da participação na Valid se deu com um montante levemente maior que o usual, levando a empresa para a 5° maior participação da carteira de um total de oito empresas investidas, com 9% do valor total da carteira do Ipê-amarelo Fund.

É isso aí colegas Investidores!

Good Vibrations!

Tudo o que foi escrito aqui não se configura de forma nenhuma em recomendação para investimentos, o leitor não deve tomar nada do que foi dito neste blog como recomendação para investimento, não sou profissional da área. Se o leitor não se sentir preparado para investir por conta própria é interessante pensar em procurar um profissional certificado, de confiança e continuar os estudos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Fechamento de Janeiro 2013.

Olá colegas Investidores.


Janeiro de 2013, um mês infame.

Nada define melhor o mês para mim do que essa frase. No começo do mês recebi a notícia que um amigo estava doente, um cara jovem, talentoso e importante dentro do seu ofício de manter os puli-ticos nas rédeas de uma ao menos disfarçada moralidade.Tenho tentado dirigir todas as minhas energias positivas para ele e sua família, e torço muito pela sua recuperação.
Num contínuo, Santa Maria.
A minha querida cidade, onde morei desde sempre.
Na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 a terra dos meus foi abraçada pelos frios e indiferentes braços da morte. A sanha da ignorância público/privada, o "modus-operandi brasilis" tão comum entre nós acionou uma cadeia de erros, corrupção, má-fé e imperícia que lentamente, ano-após-ano arquitetou aquela tragédia que traz prejuízos incalculáveis.
Morreram ali cerca de 240 jovens, na sua maioria estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, outros tantos estão em estado grave. Enfim, um episódio triste e lamentável. O mínimo que se espera agora como demonstração de que existe algum pingo de esperança nas instituições brasileiras é que os culpados sejam devidamente acusados e punidos.


Mas vamos ao fechamento do mês de  janeiro.


Não fiz nenhuma compra em janeiro, além dos acontecimentos já citados eu realizei uma mudança de residência, o que me tomou tempo e dinheiro. O Ipê Investidor então somente realizou o aporte mensal. Como não tive tempo e muito menos espírito pra dedicar ao mercado, preferi esperar. 
O mês foi marcado pela quantidade de dias que algum dinheiro do aluguel caiu na minha conta, simplesmente em 12 dias do mês eu recebi alguns centavos de aluguel de ações, um recorde. Também recebi os dividendos da Ambev que adicionaram ao Patrimônio Líquido do Ipê-amarelo Fund mais alguns reais na batalha pela Independência Financeira do Ipê.
A variação do valor da carteira foi negativa no mês em -3,24% e o rendimento histórico caiu para 16,54% (Dados calculados pelo método da planilha do blog Além da Poupança). Contrastando com dezembro, em janeiro a carteira foi bastante penalizada pelo desempenho negativo da Vale, Eletropaulo e Forjas Taurus. Como é uma carteira pequena e concentrada em poucos ativos a alta volatilidade e variabilidade do desempenho no curto prazo é esperada.

Bom, para Janeiro era isso, que esse mês estúpido vá e não volte mais.

Até breve colegas Investidores.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Poucos tostões... grandes rendimentos.

Olá colegas Investidores!

Complementando a atualização da carteira do Ipê Investidor vou expor aqui alguns números relativos à carteira do Ipê-amarelo Fund®. Esses números são calculados na planilha eletrônica que o Tabebuia montou para acompanhar o portfólio do Ipê-amarelo Fund®, devemos tratar o que será apresentado aqui como métricas secundárias sobre o desempenho da carteira, portanto, alguns números servem mais como curiosidade do que como métrica de desempenho.



A carteira do Ipê-amarelo Fund® criada em 2011, desta forma ela ainda é uma carteira digamos... minúscula! Porém, o tamanho do portfólio propiciou um verdadeiro efeito capitalizador derivado da constância dos aportes mensais ao longo de 2012, e esse efeito deve permanecer aparente, porém diminuindo ano-a-ano por pelo menos mais uns 5 anos. O que eu quero dizer com isso é que sem descontar os aportes, o Patrimônio Líquido do Ipê-amarelo Fund® cresceu 172% entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012. Como métrica de desempenho do portfólio esse numero não serve, mas é um bom incentivo pras pessoas que como nós poupadores adiam o consumo para aumentar o seu Patrimônio Líquido almejando uma situação melhor no futuro.



Outros dois indicadores que apresentaram um rendimento fenomenal foram os somatórios de aluguéis e proventos recebidos, o crescimento do somatório anual de aluguel recebido foi de 308%, enquanto os proventos recebidos cresceram impressionantes 488% em relação ao que foi recebido em 2011. 






O aluguel das ações do portfólio rendeu somente R$ 33  de 2011 até hoje, muita gente pode pensar que este é um valor tão irrisório que chega a ser dispensável, mas eu não penso assim. Este valor me pagou umas 6 taxas de corretagem, levando em conta que eu geralmente faço em média uma compra por mês e fico isento de taxa de custódia, esse pequeno valor me proporcionou 6 meses de corretagem grátis num universo de 24 meses de investimento, meu único trabalho foi mandar um email pra corretora informando quais os ativos deviam ser enviados ao BTC para aluguel.
O expressivo aumento dos proventos também se deve ao fato de que os ativos comprados ao longo de 2011 não tiveram em minha posse o ano inteiro. Olhando por outra ótica, os proventos recebidos em 2012 renderam o equivalente a meio dia de trabalho por mês, o que também pode parecer  um número irrisório, mas lembre-se que este número cresceu a uma impressionante taxa de 488% em 2012!!! Apesar de eu já prever uma queda grande nessa taxa de crescimento à medida que o montante de dividendos anuais pagos aumente, ainda assim vou receber cada vez mais dias de trabalho e espero chegar o mais rápido possível no dia em que receberei de forma consistente o equivalente a 365 dias de trabalho em proventos ao ano.





É isso aí, good vibrations!!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Atualização da Carteira DEZ - 12

Olá Colegas Investidores!


Após um merecido descanso na virada do ano, posto hoje a atualização de mensal da carteira do Ipê-amarelo Fund®.
Dezembro foi um mês realmente profícuo para algumas empresas que compõem o portfólio do Ipê Investidor, destaque pra recuperação fenomenal da Eletropaulo (ELPL4) após o anúncio da distribuição de proventos e pra performance consistente das ações da Cielo (CIEL3), estas valorizações contribuíram para a carteira do Ipê Investidor terminar o ano apresentando uma rentabilidade histórica de 22.73%. A rentabilidade anual ficou em 22,03% conforme podemos conferir na tabela "Planilha de Rendimentos - Sistema de Cotas" do excelente blog Além da Poupança.














Em dezembro fiz um investimento "meio sem querer querendo" em Ambev (AMBV3), então a composição da carteira do Ipê Investidor alcançou o número de 7 empresas investidas, distribuídas nas seguintes proporções:


Estando o portfólio distribuído pelos seguintes setores:



O preço atual das ações é o do dia 02 de janeiro mesmo, na hora de fazer este post bateu a canseira da volta do feriadão e acabei não ajeitando as planilhas para os preços de fechamento de dezembro. Abaixo encontram-se também os preços médios de aquisição, os preços  médios descontados os proventos e aluguel dos ativos e as respectivas variações da cotação atual em relação aos preços médios aqui citados.



A pouca diversificação da carteira produz resultados bastante voláteis, então o Ipê Investidor já encontra-se preparado e conformado pra algum vai-e-vem nos valores das cotas do Ipê-Amarelo Fund® no futuro. O Tabebuia que vos fala pretende chegar a um número próximo de 5% da composição da carteira por empresa investida, totalizando cerca de 20 empresas investidas. Esta composição é somente uma ideia, não é objetivo, não pretendo investir em nenhuma empresa só pra chegar ao número 20, principalmente porque se tem uma coisa que o Ipê Investidor não gosta é pagar corretagem à toa!!!

Comentem, critiquem, achincalhem, estamos aí pra isso mesmo é no exercício do contraditório que crescemos como investidores!!

É isso aí, good vibrations!




Tudo o que foi escrito aqui não se configura de forma nenhuma em recomendação para investimentos, se o leitor não se sentir preparado para investir por conta própria é interessante procurar um profissional certificado e de confiança e continuar os estudos, afinal se parou pra ler até aqui é sinal que deve estar se preparando.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

[OFF] Feliz Natal, hohoho!!

Feliz Natal a todos os colegas Investidores, boas festas e um ótimo 2013!!!

Esse período de dezembro geralmente é um pouco tumultuado e fica difícil manter a dedicação e atenção ao blog, mas voltaremos em janeiro após as ressacas de dezembro!




É isso aí abraço a todos e good vibrations!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

As 15 perguntas de Philip Fischer.

Olá colegas Investidores!

Neste post o Ipê Investidor traz alguns rudimentos da metodologia de investimento do investidor Philip Fisher, autor do livro "Common Stocks, Uncommon Profits" traduzido para o português com o título de Ações Comuns, Lucros Extraordinários (acredito que a tradução mais precisa seria Ações Ordinárias, Lucros Extraordinários, porém provavelmente 70% do público brasileiro associaria a palavra ordinárias a algo negativo),
Warren Buffett costumava dizer que sua filosofia de investimento era 85% Graham e 15% Fisher, Se o velhinho diz isso quem sou eu pra dizer o contrário! Uma passagem pitoresca sobre os dois é o fato de que o P. Fisher sempre chamava o W. Buffett pelo nome do seu pai Howard Buffett, esse fato é confirmado na biografia de Buffett que dizia não se importar com isso, aliás, Buffett deixa claro a grande estima que tinha por P. Fisher. 
O livro é tiro curto, trazendo uma abordagem da Análise Fundamentalista sob uma perspectiva mais holística, focando nas perspectivas do negócio e suas estratégias de crescimento sustentável e deixando os números do balanço em segundo plano. Acredito que o livro traz boas sacadas sobre o mundo dos negócios, se valendo da  vasta experiência que o autor acumulou atuando a vida inteira como gestor no mercado de capitais. É também uma boa alternativa para olhar a AF de forma diferente, principalmente quando estamos muito mergulhados nos livros de contabilidade, calculando cada centavo do balanço da empresa e quem sabe deixando de focar aspectos importantes que os números tem menos condições de responder. 
As 15 perguntas fazem parte do que autor chama de método Scuttle Buttin' e para cada pergunta o autor faz um comentário detalhado sobre o que ele quer saber com aquela pergunta, permeando a narrativa com exemplos pontuais que o autor vivenciou ao longo da carreira.

Seguem as 15 perguntas:

1) A empresa possui produtos ou serviços com potencial de mercado suficiente para viabilizar um aumento considerável nas vendas por diversos anos?


2) A administração está determinada a continuar a desenvolver produtos ou processos que aumentariam ainda mais o potencial do total de vendas caso o potencial de crescimento das linhas de produção mais atraentes do momento já tenham sido explorados exaustivamente?

3) Quais são os efetivos esforços da empresa em P&D em relação ao seu porte?

4) A empresa possui uma organização em vendas acima da média?

5) A empresa possui uma margem de lucro considerável?

6) O que a empresa faz para manter ou melhorar as margens de lucro?

7) A empresa possui boas relações trabalhistas com o quadro de pessoal?

8) E empresa conta com boas relações com seus executivos?

9) A empresa conta com certa profundidade em relação à sua gestão?

10) Quão boa é a auto-análise da empresa e o seu controle contábil?

11) Há outros aspectos da empresa, peculiares ao segmento de atuação envolvido, que possam dar ao investidor 
dicas importantes sobre como a empresa pode sobressair com relação à competitividade?

12) A empresa possui uma estratégia de curto ou de longo prazo em relação aos lucros e resultados?

13) Será que num futuro previsível, o crescimento da empresa exigirá uma parcela maior para investimentos 
sobre os resumos financeiros positivos, a ponto de diminuir a distribuição de dividendos provenientes desse crescimento antecipado?

14) A empresa fala abertamente com os investidores sobre os seus negócios quando as coisas vão bem, mas “se fecha” em situações conturbadas e diante de decepções?

15) A empresa conta com uma diretoria de integridade inquestionável?

As perguntas já deixam claro a preferência do autor por investir em empresas que tem perspectivas de crescimento em valor e com excelentes administrações, não se importando muito com dividendos. Não entendo ser possível para o Investidor pessoa física (quem sabe nem pros tubas e nem pros próprios gestores das empresas) responder essas questões com cem por cento de precisão. Além disso, temos que ter em mente que o Sr. Fisher era um gestor que conforme informações do livro, tinha o hábito de pesquisar sobre as empresas e setores diretamente com as pessoas envolvidas, sejam gestores ou empregados. Isso é um privilégio de quem trabalha em tempo integral com investimentos, o que não é o caso do Ipê Investidor, que diga-se de passagem sequer pode dizer que trabalha com investimentos.
Particularmente eu gosto de pensar sobre os conceitos intrínsecos às 15 perguntas em relação aos investimentos do portfólio do Ipê Investidor. Também penso nesses conceitos em relação às empresas que possam compor o portfólio no futuro.

As perguntas número 1, 9 e 12 também podem auxiliar objetivamente na busca por empresas que não deixem os Investidores no mato-sem-cachorro por eventos do tipo:

1 - Venda caiu, lucro fugiu!


9 - Apertem os cintos, o gestor sumiu!



12 - LUCRÃÃÃOOO!!! lucrinho... lucrinho... lucrinho... lucrinho...  lucrinho... lucrinho... lucrinho...



O Sr. Philip Fisher faleceu em 2004 aos 97 anos. Homenageando postumamente posto o vídeo homônimo ao método, do mestre Stevie Ray Vaughan... Scuttle Buttin`!!




É isso aí, good vibrations!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A carteira do Ipê Investidor pt. II!

Olá colegas Investidores, na postagem anterior sobre o portfólio do Ipê-amarelo Fund o colega Investidor e autor do blog Ganhando Muito fez uma oportuna sugestão. O colega sugeriu que o Ipê Investidor utilizasse a "Planilha de Rendimentos - Sistema de Cotas", idealizada e gentilmente disponibilizada pelo criador do blog Além da Poupança, com a intenção de padronizar a métrica utilizada para aferir os rendimentos do portfólio.

Atenderei aqui a sugestão, então vamos ao resultado:


Os resultados foram iguais aos da tabela montada para o Ipê-amarelo Fund, basicamente por ser a mesma teoria, porém aplicada sob enfoques diferentes. A tabela aqui apresentada é bastante focada na rentabilidade do Patrimônio, e a montada por mim tem uma parte de registro da movimentação e acompanhamento de ativos e outra que calcula a rentabilidade, talvez na montagem dela eu tenha me perdido no meio daquele monte de fórmulas e deixado de focar em coisas mais importantes.
O desempenho Histórico de 17,54% na minha tabela é obtido com um cálculo que eu considerava de certa forma secundário, eu obtive este número calculando a porcentagem do Patrimônio Total em relação ao somatório dos aportes. Pensando sobre o assunto também lembrei que existe um descasamento de posições na minha tabela, oriundo da necessidade de estabelecer uma fórmula que automatizasse a compra das cotas, ou seja, o valor de aquisição da cota para o cotista em dezembro é o valor de fechamento de novembro e assim por diante, senão teria que marcar o valor da cota do dia quando realizasse os aportes (teoricamente quando faço o aporte compro a cota, porém pensando em um esquema de investimento mensal e também no longo prazo, não me importei em ter um registro de compra da cota com uma exatidão tão grande em relação à data e valor. 
Por incrível que pareça a minha tabela apresenta o mesmo valor das cotas e o mesmo número de cotas na aba performance, nem eu sei como isso acontece, uma hora eu faço essa matemática reversa e descubro qual a razão disto!
Passarei a divulgar a rentabilidade mensal adicionando esta planilha nas postagens e obrigado pela sugestão colega do blog Ganhando Muito!!

É isso aí, good vibrations!


domingo, 2 de dezembro de 2012

A Carteira do Ipê Investidor.

Olá colegas investidores!

Chegou o fechamento do mês de novembro, e a partir de hoje pretendo começar a divulgar o balanço mensal da carteira do Ipê Investidor. Como esse é o primeiro balanço publicado da carteira, farei um breve cometário sobre a evolução do portfólio até aqui, para nos meses subsequentes somente realizar a sua atualização.



O Ipê Investidor adota o sistema de cotas como um fundo de investimentos. A intenção ao proceder assim é medir a rentabilidade do Patrimônio descontando os aportes. Os proventos em dinheiro são automaticamente reinvestidos no portfólio, porém não necessariamente no mesmo ativo pagador. Geralmente os proventos são adicionados ao aporte mensal e mensalmente faz-se a aquisição de algum dos ativos que o vegetal aqui julgue estar com um preço razoável, considerando sempre o longo prazo e a obtenção da menor taxa possível na transação.
Vamos aos fatos! A carteira de investimentos do Ipê Investidor começou a ser formada em fevereiro de 2011 com o primeiro aporte e a compra de 1200 cotas do Ipê-amarelo Fund® ao preço de R$1,00.  O investimento inicial foi em algumas ações da empresa Forjas Taurus (FJTA4), na época o Tabebuia acreditava que a Taurus era uma boa empresa, mas na sua inexperiência e na falha do Ipê ao não fazer parte da lição de casa, o vegetal ignorou uma penosa reestruturação acionária que estava na iminência de acontecer. O que fez a cotação da empresa despencar de $4,20 para $1,40 em dezembro de 2011, deixando este Tabebuia um tanto apreensivo logo no seu primeiro ano de investimento em RV.



 Ao longo do ano de 2011 o Ipê Investidor ainda abriu posições em Ambev (AMBV3), Eletropaulo (ELPL4) e Vale (VALE5) até o fim de 2011. Terminando então seu primeiro ano de investimentos com uma rentabilidade levemente positiva, com o valor da cota em $1,0126 uma variação positiva no valor da cota de 1,26%, uma performance satisfatória considerando os  retornos negativos de -18,11% do Ibovespa, ou -8,11% do MSCI World Index.
Durante o ano de 2012 o Ipê-amarelo Fund se dedicou a aumentar seu Patrimônio Líquido via aportes e reinvestimentos e também aumentar a diversificação do portfólio, adicionando  as seguintes empresas: Banco do Brasil (BBAS3), Cielo (CIEL3) e no fechamento deste mês o Ipê-amarelo Fund® virou acionista da excelente Ultrapar (UGPA3). Vendi minha participação em Ambev, isto configurava-se parte de uma estratégia de trocar a participação em ações preferenciais por ações ordinárias da empresa (definitivamente o Tabebuia não gosta de vender suas empresas), porém avaliei que uma oportunidade interessante tinha sido aberta na Cielo e sempre quis ter essa empresa no portfólio, Ambev fica pra depois mas ainda permanece MUITO na mira do Ipê-amarelo.

Finalmente após este pequeno histórico, segue o balanço do Ipê-amarelo Fund em novembro de 2012:




A tabela azul mostra as empresas que compõem o portfólio do Ipê Investidor, os preços atuais são os preços de fechamento do dia 30/11/2012, "Preço com" é o preço médio de aquisição das ações mais taxas, "Preço ∆" é o preço médio com os proventos descontados. Existe alguma polêmica a respeito do que eu chamo aqui de Preço ∆, e eu confesso que não tenho uma opinião totalmente formada sobre o assunto, pelo sim pelo não, divulgarei a evolução desses números.
O Ipê-amarelo Fund encontra-se investido atualmente em 6 empresas dos seguintes setores: Indústria/Proteção, Utilidade/Energia Elétrica, Utilidade/Abastecimento, Financeiro e Mineração. Apesar de apresentar uma evolução anual satisfatória no valor das cotas, o Ipê Investidor não espera moleza pras suas empresas num futuro próximo, afinal dos 5 setores aqui classificados, pelo menos 3 deles tem sofrido intervenções governamentais nada amistosas e desvalorizações expressivas nos próximos meses poderão vir.

Abaixo a distribuição do portfólio:


Apesar de ter empresas na carteira com desvalorizações expressivas, como a famigerada Eletropaulo, a valorização anual das cotas do Ipê-amarelo Fund fechou novembro em 24,79% positivo, encerrando o mês com a cota valendo $1,2644, sobretudo impulsionado pela valorização da Forjas Taurus e Ambev,  no último mês a Cielo puxou a fila. (Ken Fisher em seu livro "Para o bom investidor, 3 perguntas bastam." aborda esta questão de olhar o portfólio como um todo e não dar tanta ênfase na valorização individual dos ativos, de modo a evitar um giro muito frenético dos ativos e um custo excessivo pra carteira - grifo meu: em Eletropaulo nessas alturas é se apegar nisso, rezar, chorar ou passar fogo no ativo de vez!).
Abaixo a evolução no valor das cotas:












O retorno composto efetivo anual encontra-se em 13,62%, um retorno satisfatório, descontado da inflação atual seria um rendimento anual de 8,25% acima do IPCA, nada mal, porém esse retorno não significa muita coisa (pra não dizer que significa quase nada!) afinal o período de amostragem é muito pequeno.
Uma consideração final, pelo filtro do Ipê Investidor, Vale e Forjas Taurus estariam fora da carteira hoje, porém na época que o Ipê-amarelo fez a aquisição dos papéis o filtro não tinha sido idealizado pelo Ipê Investidor.
Comentem, critiquem, achincalhem, estamos aí pra isso mesmo é no exercício do contraditório que crescemos como investidores!!

É isso aí, good vibrations!



Tudo o que foi escrito aqui não se configura de forma nenhuma em recomendação para investimentos, se o leitor não se sentir preparado para investir por conta própria é interessante procurar um profissional certificado e de confiança e continuar os estudos, afinal se parou pra ler até aqui é sinal que deve estar se preparando.







quinta-feira, 29 de novembro de 2012

2 métricas, 1 filtro: as 51 empresas classificadas.


Olá colegas Investidores! 

Conforme o Ipê Investidor tinha relatado no tópico "2 métricas, 1 filtro", após a sua aplicação nas empresas listadas chegou-se ao número de 51 empresas aptas na época a passar para um segundo processo de triagem. Neste post o vegetal da família das Tabebuias disponibilizará a lista resultante e tecerá alguns comentários sobre ela.


E aproveitando que iria escrever sobre este assunto, o Ipê Investidor criou uma planilha digital para calcular a valorização dos papéis. Considerou-se a data inicial dia 31 de dezembro de 2011 e a final dia 23 de novembro de 2012 (o ROE utilizado na tabela é o do dia 23 de novembro). O Ipê-amarelo também calculou a capitalização dessa lista com base no dia 23 e mais alguns parâmetros. Deixo claro aqui que o intervalo de tempo da análise é pequeno, desta forma tirar conclusões sobre as empresas ou o mercado com base no que aqui está sendo exposto é errado.

Vamos aos fatos:



Setorizando a lista de forma simples e objetiva, temos abrangência de mais ou menos 8 setores assim distribuídos:

- 9 empresas ligadas ao setor de consumo/varejo;
- 12 empresas do setor financeiro;
- 11 empresas de utilidade e 3 concessionárias de rodovias;
- 4 empresas de serviços;
- 7 empresas ligadas à construção civil;
- 1 empresa de mineração;
- 2 empresas do setor industrial metal/mecânico;
- 2 empresas da área da saúde.

A valorização média das ações mais negociadas das empresas listadas no filtro foi de 23,17%.

A capitalização total desta lista na data final era de R$ 1,116 trilhões, o Ibovespa estava em R$ 1,867 trilhões. As 10 primeiras ações por capitalização somavam 77,6% (R$ 866 bi) do valor de mercado total da lista, as 20 primeiras representavam 90% (R$ 1 tri). A valorização média da cotação das 10 primeiras empresas por valor de mercado da lista ficou em 20%, a das 20 primeiras ficou em 19%. 
A valorização média das ações ordinárias que compõem a lista foi de 29%, a valorização média das ações preferenciais foi de 6%.

As 10 primeiras ações classificadas pelo ROE alcançavam robustos 35,8%, as 20 primeiras chegaram nos 35,5% de valorização desde o fim de 2011, definitivamente bons números para as condições de mercado atual, nesse ponto é interessante realizar uma pesquisa pra ver a resiliência do ROE destas empresas. Uma observação a se fazer aqui é que a Tarpon (TRPN3) líder do ranking apresentava rentabilidade levemente negativa (-0,96%) no dia da coleta dos dados. A empresa AES Tietê (GETI3,4) também apresentava rentabilidade negativa de cerca de 20% nas suas ações.
As 10 primeiras ações pelo ROE correspondem a fatia de 16% (R$ 181 bi) da capitalização total da lista, as 20 primeiras correspondem a 45% (R$500 bi). 

Mudando de filtro e ranqueando a lista pelo critério de valorização no período temos o seguinte. As 10 primeiras ações ordinárias neste critério apresentaram uma valorização média de quase 82%, as 20 primeiras apresentaram valorização média de 63%. Cabe destacar aqui que utilizando esse critério as 10 primeiras ações apresentam um ROE médio de 23%, bem menor que o ROE médio das 20 primeiras que é de 37%, o que corrobora aquilo que o Ipê-Investidor relatou no começo do texto, os dados analisados são de curto prazo e não servem para conclusões mais aprofundadas, sendo apenas um filtro indicativo inicial que esta Tabebuia utiliza para a escolha das ações que comporão o seu portfólio no futuro. 

Tomando esta lista como uma espécie de índice ponderado por fundamentos do Ipê Investidor® (brincadeirinha), um tipo de índice comum no mercado americano, mas que infelizmente ainda não ganhou o gosto do mercado tupiniquim os números parecem bem melhores que o IBOVESPA. Aliás, os bem-vindos fundos de índice ainda estão engatinhando no Brasil apresentando uma liquidez que com muito boa vontade dá pra se classificar como razoável. Índice ponderado por fundamentos eu nem sei se existe por aqui, provando a incipiência do nosso mercado financeiro no que tange a opções de investimento. Num post futuro abordarei a questão dos fundos de índice e a diversificação do portfólio.
Bom por enquanto era isso colegas Investidores! Nos próximos dias divulgarei a carteira do Ipê-Investidor, infelizmente não tem muito a ver com esta lista. Peço que comentem ou critiquem a lista e os filtros, pois a opinião e o exercício do contraditório engrandece o blog e as nossas opiniões sobre Investimentos.

É isso aí, good vibrations!




Tudo o que foi escrito aqui não se configura de forma nenhuma em recomendação para investimentos, se o leitor não se sentir preparado para investir por conta própria é interessante procurar um profissional certificado e de confiança e continuar os estudos, afinal se parou pra ler até aqui é sinal que deve estar se preparando.

sábado, 17 de novembro de 2012

Investimentos que geram Caixa x Investimentos que geram Valor.

Investimentos que geram Caixa x Investimentos que geram Valor. O ponto de vista do Ipê Investidor!

Existe uma discussão no ótimo Blog do Corey sobre as vantagens de se investir em ativos que garantam fluxo de caixa ou ativos que gerem valor, o Ipê Investidor vai tomar a liberdade e dar a sua opinião furada sobre o assunto.

A comparação entre dois títulos do tesouro de natureza diferente  (NTNB e NTNB-Principal) é de uma certa forma teórica demais. É fato que dois ativos que tenham uma taxa de juros semelhante e onde o custo de oportunidade não tenha sido levado em consideração irão produzir resultados muito próximos, ainda mais quando consideramos que a administração dos fluxos de caixa "teoricamente" não terá custos pois quem vai reinvestir o dinheiro é o próprio investidor.




Porém, o Ipê Investidor não consegue visualizar um investidor em fluxo de caixa que não vá realizar retiradas ou que não reinvista em ativos diferentes em algum ponto da caminhada, nem um verdadeiro investidor em valor que vá escolher um título do tesouro em detrimento de alguma empresa ou de um grupo de empresas que apresentem um real aumento de Valor Econômico decorrente de um negócio verdadeiramente lucrativo.

Devemos lembrar aqui que uma Empresa tem uma algumas vantagens em empregar o dinheiro  que seria teoricamente distribuído ao acionista na sua operação:

1. quando bem investido esse dinheiro aumenta a capacidade da empresa em gerar receita (gerar o grande número positivo que queremos ver no fluxo de caixa livre);
2. o dinheiro investido em CAPEX certamente será abatido na forma de depreciação;
3. convenhamos, os contadores de uma Companhia listada na bolsa serão mais felizes do que os pequenos investidores na prática da elisão fiscal. (Infelizmente muitas vezes eles são felizes em engambelar os acionistas minoritários também, todo o cuidado é pouco!)


O Ipê Investidor também considera que o tamanho dos aportes, a situação patrimonial e a idade do investidor são importantes para a escolha do perfil dos ativos que vão compor o portfólio. Um investidor que está perto da aposentadoria ou mesmo da semi-aposentadoria deve pensar em ativos que gerem fluxo de caixa. Nesta altura o importante mesmo é já ter acumulado o patrimônio necessário, se esse não é o caso só lamento, o investidor estará em maus lençóis com ativos que gerem fluxo de caixa ou ativos que gerem valor. 




A opinião do vegetal que aqui vos escreve é que o fluxo de caixa bom é aquele que quando reinvestido agrega Valor Econômico ao negócio sobretudo quando pensamos em investimentos com horizontes de maturação mais dilatados como 5, 10, 15 anos.

Quando o Patrimônio Líquido estiver consolidado e os cabelos brancos estiverem em maior número que os pretos, aí sim é hora de ir atrás de investimentos que gerem fluxo de caixa.


É isso aí, good vibrations!








Olá colegas investidores, acabo de ler o interessante artigo "50 Unfortunate Truths About Investing" de autoria do analista Morgan Housel do site The Motley Fool, recomendo a leitura à todos. O articulista tece 50 pequenos axiomas um tanto "ácidos" sobre o mercado financeiro, acredito que bastante gente irá se identificar com pelo menos algumas das "verdades"  ditas pelo autor.
Vou fazer questão de transcrever um dos axiomas aqui no blog:

34. "For most, finding ways to save more money is more important than finding great investments."

O Ipê Investidor é confessamente suspeito pra falar do site. O vegetal já comentou no post anterior que parte do seu filtro inicial para escolher empresas que possam virar investimento é inspirado em artigos disponibilizados no site. Existe uma espécie de série muito boa sobre educação financeira lá, o que nos traz ao excelente artigo "13 steps".
A grande limitação do site é a mesma de quase todo o conteúdo estrangeiro publicado sobre o mercado financeiro. O fato de que ele é orientado pro mercado financeiro americano, então contas IRA`s, 401k, ETF`s com grande liquidez e um bom número de empresas pra escolher não são a nossa realidade portanto temos que ter cuidado.

É isso aí, good vibrations!!!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

2 métricas, 1 filtro.


Olá colegas investidores, neste post o Ipê Investidor irá abordar um filtro que ele considera simples e eficiente para realizar uma primeira separação entre o que presta e o que é porcaria no mercado acionário da terra brazilis!

O raciocínio por trás do uso destas 2 métricas é simples:

1 - a empresa tem que estar fazendo dinheiro de fato e não de mentirinha por contabilidade criativa.



2 - a empresa tem que fazer e aplicar esse dinheiro de forma economicamente eficiente.



A métrica que baliza o raciocínio número 1 é o conceito denominado Free Cash Flow que o Ipê Investidor aprendeu lendo os artigos do excelente site The Motley Fool. O que o vegetal faz é ir no Demonstrativo dos Fluxos de Caixa anual da empresa e fazer a seguinte conta:


 [Caixa Líquido Atividades Operacionais] - [Caixa Líquido Atividades de Investimento] = O que queremos aqui é um grande número positivo!!!

A métrica por trás do ponto número 2 é o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), aqui o Ipê Investidor descarta qualquer negócio com ROE abaixo de 15%, o ideal são negócios que apresentem um ROE acima de 20%.

Alguém disse que uma certa vez o Warren Buffett falou: "Comece pela letra A", ou seja, o Ipê pega a primeira ação da lista de empresas do site da bovespa e aplica a primeira métrica: resultado positivo guarda, negativo descarta. Qualquer dificuldade de interpretação no fluxo de caixa ou a ausência do mesmo nos Demonstrativos Financeiros é motivo pra descarte da empresa. Como o mercado financeiro brasileiro é, digamos, "um pouco atrasado" parece que as demonstrações de fluxo de caixa só passaram a ser obrigatórias de uns 5 anos pra cá, então o vegetalzinho faz a conta pra pelo menos os últimos 3 anos neste filtro.




Como disse: Grandes números positivos passam, números negativos ou ausência de números rodam.

Após chegar na letra Z, este vegetal aplica o segundo filtro nas empresas que passaram e foram pra segunda fase do campeonato. Qualquer empresa que apresente um ROE menor que 15% roda e o Ipê descarta, ROE entre 15 e 20% fica em uma lista e ROE > que 20% fica em outra.




Este ano o Ipê chegou numa lista de 51 empresas utilizando este filtro básico. O vegetal  da família das Tabebuias pretende aplicar este filtro anualmente e guardar os resultados numa lista de acompanhamento para estudos posteriores sobre os ativos e até possíveis aquisições, depois é claro de realizar uma análise mais aprofundada da empresa envolvendo outras variáveis contábeis como a dívida da empresa, o crescimento dos lucros, as características do setor, P/L, governança, etc...
O Ipê fica devendo a lista das empresas neste post, outro dia eu disponibilizo a mesma no blog, mas quem quiser fazer comentários ou críticas ao filtro do Ipê Investidor sinta-se à vontade!

É isso aí, good vibrations!!

P.S.: tudo o que o Ipê Investidor disse ou venha a dizer aqui neste blog não deve ser de forma alguma interpretado como recomendação de investimento pra qualquer pessoa da face da terra.